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Famílias, empresas, impostos: o que traz o próximo Orçamento

Além dos aumentos de dez euros nas pensões, manuais gratuitos até ao 12.º ano e fatura da luz mais barata, medidas negociadas com o PCP, há incentivos à interioridade, mais impostos para bebidas açucaradas e mais apoios para os desempregados. Eis algumas das propostas que serão apresentadas na segunda-feira.

É ainda uma proposta preliminar, portanto sujeita a alterações, mas já contém parte do que o governo pretende levar ao Parlamento quando, nesta segunda-feira, apresentar o documento do Orçamento do Estado (OE) para 2019. E revela já os planos de António Costa e Mário Centeno para um ano em que se prevê que a economia cresça 2,2%, o défice público se fixe nos 0,2% do PIB e a dívida desça para o 117%, com uma taxa de desemprego a ser revista em baixa para cerca de 6,3%, conforme adiantou o ministro das Finanças nesta semana.

Além das medidas anunciadas nesta noite pelo deputado do PCP João Oliveira, em que se incluem aumentos mínimos de dez euros nas pensões, manuais gratuitos para todo o ensino obrigatório (até ao 12.º ano) e uma fatura da energia mais barata para as famílias, há outros passos dados ao nível dos apoios.

Para as famílias

Segundo o documento preliminar, os casais desempregados vão ver o seu subsídio majorado em 10%, uma ajuda que se estende a casais com filhos mas também a famílias monoparentais. O apoio a desempregados de longa duração será para manter.

Outra medida que pretende facilitar a vida aos contribuintes é a possibilidade de pagar o IMI em prestações a partir de um limite mais baixo. O pagamento deverá passar a iniciar-se em maio, pelo que os proprietários de imóveis com um valor de IMI igual ou inferior a cem euros passam a pagar o imposto numa única prestação, em maio. Quando o valor superar os cem euros, mas for inferior a 500, há lugar a duas prestações: maio e novembro; e quando seja superior a esse limite será repartido entre os meses de maio, agosto e novembro.

Também conforme já fora antecipado, as horas extra vão deixar de somar ao salário na retenção do IRS. O governo criou uma solução que faz que a remuneração mensal e a que é devida por trabalho suplementar passem a ser consideradas de forma autónoma em relação ao imposto. Esta mesma solução irá também abranger o pagamento de salários relativos a anos anteriores, beneficiando pessoas com salários em atraso.
Há ainda vontade de alargar a prestação social de inclusão a menores de 18 anos. A prestação vai ser reavaliada ao longo da primeira metade de 2019 e a medida deve estar implementada no segundo semestre do próximo ano.

Para as empresas

Já se previa que o pagamento especial por conta deixasse de ser obrigatório. O que não era conhecido era que as empresas terão de pedir dispensa para não o pagar. O pedido de dispensa terá de ser feito através do Portal das Finanças e para ser aceite é necessário que as obrigações previstas na declaração periódica de rendimentos e na declaração anual de informação contabilística e fiscal relativas aos três anos anteriores tenham sido cumpridas.

Para a descentralização

Neste campo, prevê-se uma medida fundamental: as autarquias vão poder furar os limites do endividamento. O governo quer dar maior liberdade aos municípios para empréstimos para construção de habitação acessível e afetadas por incêndios.

Assim, em 2019, o valor da dívida contraída que seja para utilização exclusiva nos equipamentos e infraestruturas afetadas pelos incêndios de 17 a 24 de junho e de 15 e 16 de outubro do ano passado fica fora dos limites. Mas as autarquias ficam obrigadas a comunicar à Direção-Geral das Autarquias Locais a identificação detalhada da dívida contraída, os montantes e os prazos de pagamento.
Por outro lado, os incentivos ao interior serão uma realidade. Quem realizar investimentos no interior do país vai ter mais benefícios fiscais – está em causa uma majoração de 20% à dedução máxima prevista. No Orçamento que chega à Assembleia na segunda-feira, há mais medidas previstas com o objetivo de revitalizar o interior do país. Entre elas, os estudantes que frequentem estabelecimentos de ensino situados em regiões do interior do país também terão mais benefícios.
O governo vai ainda avançar com um conjunto de medidas fiscais para incentivar o investimento na floresta onde se incluem planos de poupança florestal. Estes PPF serão regulamentados no âmbito do Programa para Estímulo ao Financiamento da Floresta (previsto na resolução do Conselho de Ministros aprovada em 27 de outubro do ano passado) e quem os subscrever terá um benefício fiscal em sede de IRS, à semelhança do que atualmente acontece com os PPR e com os chamados PPR do Estado.

Outras

Ainda prevista no documento preliminar está a criação de uma solução de quatro escalões de impostos para as bebidas açucaradas. As bebidas com menos açúcar (menos de 25 gramas por litro) passam a pagar um euro de imposto por cada cem litros de bebida, as de teor acima de 80 gramas por litro passam a pagar 20 euros por cada cem litros de bebida. Até agora, pagavam 8,34 euros. Este valor era igual para todas as bebidas com teor de açúcar inferior a 80 gramas por litro. A criação da medida já tinha sido avançada pelo DN.
Outra novidade que o próximo OE deverá introduzir vem melhorar um pouco a vida dos doentes oncológicos. O governo quer que as perucas para doentes com cancro passem a ter IVA reduzido (6%), à semelhança do que já acontecia com os soutiãs, fatos de banho ou outras peças de vestuário de uso medicinal, constituídas por bolsas interiores destinadas à colocação de próteses utilizadas por pacientes que sofreram mastectomias.

in “Diário de Notícias”

A Lei e as Empresas de Contabilidade. Novas obrigações declarativas

Face à alteração do regime legal dos trabalhadores independentes, foram criadas novas obrigações declarativas para esta categoria de trabalhadores, nomeadamente para os do regime simplificado de tributação, já a partir de Janeiro de 2019 p.f.
Com efeito, estes trabalhadores independentes vão passar a estar sujeitos a obrigações declarativas trimestrais. Mais um conjunto de declarações a preencher pelas empresas de contabilidade!
Este dever declarativo vai também ser aplicado aos TI que acumulem trabalho por conta de outrem e que, até agora, estavam isentos da obrigação contributiva enquanto TI.
A partir de Janeiro de 2019, esses TI vão passar a estar sujeitos a incidência contributiva sobre o seu rendimento relevante médio mensal, apurado em cada trimestre, na parte que exceda 4 IAS, o que implica a necessidade de, trimestralmente, ser feito o cálculo do rendimento relevante, a fim de ser verificada a necessidade ou não de entrega da declaração trimestral.
Mas, já em Outubro próximo, quando os TI forem notificados da base de incidência contributiva, como habitualmente, os TI no regime da contabilidade podem optar por se manterem nesse regime, caso em que o seu rendimento relevante corresponde a 1/12 do lucro tributável, situação que se manterá em 2019.
Todavia, o TI pode optar, no prazo que lhe for notificado na declaração, pelo regime de declaração trimestral, aproximando, assim, o prazo de pagamento com o trimestre anterior, período de obtenção dos rendimentos.
O exercício deste direito de opção, que pode ser útil para o TI, terá de ser analisado em função do valor do duodécimo do lucro tributável do ano de 2017 e os rendimentos presumidos para 2019.
Mais um trabalho que vai cair nas malhas do já largo volume de tarefas das empresas de contabilidade, que o cliente quer ver incluído na avença.
Não será altura de as empresas de contabilidade reunirem com os clientes TI, explicarem-lhes o aumento do volume de serviços que vão ser prestados e aproveitarem para aumentar a avença mensal, aproveitando também o argumento do actual crescimento da economia nacional ?
Fica aqui a sugestão.
Se as empresas de contabilidade não aproveitarem as oportunidades, e esta é uma delas, para explicarem e justificarem o volume de trabalho que prestam e a mais valia dos mesmos para o cliente, não se podem queixar da desproporcionalidade entre os serviços que prestam e a retribuição dos mesmos.
Naturalmente que aqui entra a lealdade dos contabilistas e gestores das empresas de contabilidade. Se cada um se fizer pagar pelo justo valor dos serviços prestados, a concorrência é salutar, permitindo que todos tenham o seu espaço no universo da contabilidade, apesar de algumas nuvens negras que pairam no horizonte.
Se nada fizerem e cada um procurar manter-se na sua ilhota, ignorando a pequena aldeia global da contabilidade e da gestão, pode estar a caminhar para a sobrevivência do seu próprio isolamento, mergulhando no fundo do mar do seu egoísmo empresarial.
Importa que os empresários da contabilidade não sejam lobos de si próprios.
Os tempos podem não ser os melhores, mas há que ter arte e engenho para encontrar formas de dar a volta por cima. Quem está no terreno a aconselhar os empresários terá de ter também a capacidade de se autogerir eficazmente para, assim, poder manter e melhorar a sua prestação profissional e empresarial, criando condições para a necessária adaptação à evolução / revolução tecnológica no próximo amanhã.
Mas há que ter esperança no futuro. Depende de todos nós.

in “Apeca”

Liderança inclusiva deve ser prioridade das organizações

Que competências serão necessárias para ser um grande líder no futuro? Um mundo em constante mudança irá exigir aos profissionais em posições de liderança adaptação e aceitação da diversidade, revela um estudo recentemente publicado pela Deloitte.

De acordo com a consultora, existem quatro megatendências a mudar as prioridades dos negócios a nível global e que vão exigir líderes inclusivos para levar as organizações a bom porto:

Diversidade dos mercados

A procura está a mudar, sobretudo, nos mercados emergentes. Com classes médias em crescimento, estes mercados representam uma enorme oportunidade de crescimento para muitas organizações em todo o mundo.

Diversidade dos consumidores

O perfil demográfico e o comportamento dos consumidores estão em mudança. ‘Armados’ com cada vez mais tecnologia e com maiores possibilidades de escolha, os consumidores esperam mais personalização.

Diversidade das ideias

A tecnologia digital e a hiperconectividade estão a transformar os valores das organizações e a natureza do consumo e da concorrência. Inovar rapidamente é uma prioridade para todos os negócios.

Diversidade de talento

Mudanças no perfil e na formação dos colaboradores e crescentes expetativas de igualdade de oportunidades e de balanço entre a vida pessoal e profissional estão a impactar o capital humano em todo o mundo.

O estudo da Deloitte defende que para os líderes habituados a ecossistemas homogéneos, estas tendências vão exigir uma rápida adaptação, sobretudo no que diz respeito a orientação e influência dos outros. Mas a competência mais importante para liderar no futuro será, segundo a consultora, ser um líder inclusivo.

A investigação da Deloitte mostra que existem seis atributos que fazem de um líder um líder inclusivo: Compromisso; Coragem; Reconhecimento dos Preconceitos; Curiosidade; Inteligência Cultural; e Colaboração.

Compromisso

Os líderes inclusivos, segundo a Deloitte, estão comprometidos com a diversidade e com a inclusão. “Ser inclusivo e aceitar a diversidade é um desafio. Exige tempo e energia, dois dos bens mais preciosos de um líder”, explica a consultora.

Então, o que pode levar um líder a apostar todos os seus recursos na procura de diversidade? De acordo com o estudo, para a maioria dos líderes a motivação para a procura de maior diversidade e inclusão é um maior alinhamento com os seus valores pessoais e um maior sentido de justiça e igualdade de oportunidades.

Coragem

Os líderes inclusivos não têm receio de falar e de desafiar os padrões, e são humildes e honestos em relação às suas forças e fraquezas.

Ser capaz de desafiar é, talvez, a atitude mais importante de um líder inclusivo e deve acontecer em três níveis: com os outros, com o sistema vigente e consigo próprios. Mas exige coragem. “Ser um agente de mudança pode implicar alguns desafios por parte dos outros (…) Os líderes inclusivos têm a coragem de falar sobre si próprios e de revelar, de uma forma pessoal, as suas próprias limitações. Em vez de se afastarem do desafio que são as imperfeições, os líderes altamente inclusivos adotam uma atitude de humildade”, diz o estudo.

Reconhecimento dos Preconceitos

Os líderes inclusivos tentam autorregular-se para garantir justiça e para reconhecer preconceitos pessoais e da organização. “A um nível individual, [os líderes inclusivos] estão conscientes de si próprios e reconhecem que as suas organizações, apesar das melhores intenções, têm preconceitos inconscientes, e colocam em prática políticas, processos e estruturas para mitigar esses preconceitos”, defende a Deloitte.

Curiosidade

Os líderes inclusivos são abertos, demonstram uma enorme vontade de entender os outros e em experienciar o mundo e têm uma enorme tolerância para a ambiguidade. Porque é que a curiosidade é tão importante? Porque com ela vem a aposta na aprendizagem e em novas ideias, e num mundo em mudança, se não temos curiosidade, não estamos a aprender.

Inteligência Cultural

Os líderes inclusivos sentem-se confiantes e são eficientes quando fazem interações multiculturais. “Apesar de o entendimento das semelhanças e diferenças culturais ser importante, os líderes inclusivos entendem como é que a sua própria cultura impacta a sua visão do mundo e como os estereótipos culturais podem influenciar as suas expetativas em relação aos outros”, indica.

Colaboração

Os líderes inclusivos promovem o crescimento individual dos membros das suas equipas e promovem equipas que assentam na diversidade. “No seu cerne, a colaboração tem a ver com indivíduos a trabalharem juntos, a construírem sobre as ideias de cada um para criar algo novo ou para resolver algo complexo. Mas enquanto a colaboração entre pessoas semelhantes é confortável e fácil, o desafio e a oportunidade que a diversidade traz” podem ser importantes para o negócio, diz a Deloitte. Para os líderes inclusivos, a diversidade de pensamento é um ingrediente essencial numa colaboração eficaz.

in ” RHBizz”

Saiba Como Lidar com a Pressão no Trabalho

Toda a gente, em algum momento, já sentiu stress em relação ao trabalho.

Na maioria das profissões, e mesmo que goste do que faz, podem ocorrer momentos agitados capazes de gerar ansiedade. Por exemplo, é comum sofrer pressão para cumprir um prazo e terminar determinada tarefa.

Segundo uma pesquisa, a percentagem de americanos sob stress no trabalho é elevada, e tende a aumentar. De acordo com o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional, o número de americanos “sob extremo stress no trabalho” varia entre 29% e 40%.

O grande problema é quando essa pressão se torna frequente, podendo ser prejudicial à saúde física e emocional. As consequências subjacentes vão desde constipações, gripes até doenças cardíacas.

Se a pressão no trabalho faz parte da sua vida quotidiana, saiba o que pode fazer para a reduzir e gerir de forma eficaz.

Conheça e experimente as seguintes técnicas de gestão de stress:

Comece bem o dia

Muitas pessoas já chegam ao local de trabalho, de manhã, sob elevado stress. As razões podem ser várias: desde preparar as crianças para a escola a ter que lidar com o trânsito na estrada.

Planeie a sua manhã no dia anterior e certifique-se que acorda com tempo para todas as tarefas necessárias. Experimente começar o dia com um pequeno almoço saudável e uma atitude positiva. O stress que advier do trabalho certamente não o afetará da mesma forma.

Saiba exatamente o que tem para fazer

Um dos fatores que contribui para aumento de pressão no trabalho é não saber exatamente o que esperam de si e do seu trabalho.

Sempre que sentir que isto está a acontecer, fale com o seu supervisor e esclareça as suas dúvidas.

Fuja do conflito

O conflito interpessoal afeta a sua saúde física e emocional. Evite-o sempre que possa.

Nunca deixe nenhum problema por resolver, por mais pequeno que seja, e seja honesto na comunicação com os seus colegas.

Se, mesmo assim, não conseguir evitar o conflito, fale com um superior em quem confia e peça aconselhamento sobre como agir.

Faça pausas

Pequenas pausas ajudam a libertar o stress, permitindo que clarifique ideias e aumentando níveis de produtividade.

Dê uma volta maior no caminho até à casa-de-banho ou, simplesmente, levante-se e ande um pouco pelo espaço em volta do seu posto de trabalho.

Mantenha a calma:

Mantenha um comportamento calmo, independentemente de eventuais situações de pressão que possam ocorrer.

Tal requer alguma prática, mas permanecer calmo demonstra que tem capacidade para completar as suas tarefas, mesmo perante circunstâncias mais complicadas.

 Não tente fazer muitas tarefas ao mesmo tempo:

Realizar várias tarefas em simultâneo, o chamado multitasking, já foi outrora considerado uma mais valia para otimização de tempo.

Atualmente, reconhece-se que a velocidade e a precisão das tarefas ficam comprometidas neste processo de multitasking.

Em vez disso, tente uma nova estratégia conhecida como chunking. Trata-se de um processo que permite ao cérebro lidar com memórias e ações complexas, organizando-as em pequenos módulos ou sequências.

Perante a elevada exigência no mercado e, consequentemente, das empresas, sentir pressão no trabalho é algo comum. Adote as técnicas aqui apresentadas e contorne eventuais situações de stress com as quais se depare.

in “Cegoc”

Governo aprova proposta de lei para alterar Código de Trabalho

O Governo aprovou segunda-feira ( 4 de Junho ), por via electrónica, a proposta de lei que visa fazer alterações ao Código de Trabalho, segundo o comunicado do Conselho de Ministros.

“O Governo aprovou hoje, por via electrónica, as versões finais da resolução que concretiza o ‘Programa de acção para combater a precariedade e promover a negociação colectiva’ e da proposta de lei que altera o Código de Trabalho”, lê-se na informação divulgada, que acrescenta que os documentos hoje aprovados tinham sido já apreciados na reunião de 30 de Maio (passada quarta-feira).

As alterações ao Código de Trabalho, diz o Governo, foram negociadas na Comissão Permanente da Concertação Social, com o acordo da maioria dos parceiros sociais, e vão ao encontro do programa do executivo de “combate à precariedade, de reforço da dignificação do trabalho e de relançamento do diálogo social e da negociação colectiva”.

Em 30 de Maio, o Governo, as quatro confederações patronais – CIP, CCP, CAP e CTP – e a central sindical UGT assinaram um acordo na Concertação Social sobre as alterações à legislação laboral, tendo a CGTP ficado de fora.

Entre as alterações está o fim do banco de horas individual, sendo que será fixado o prazo de um ano após a entrada em vigor da nova lei para que as empresas acabem com esta possibilidade. Já o limite dos contratos a prazo passa a ter a duração máxima de dois anos, face ao três actuais.

As alterações aprovadas alargam ainda o período experimental de 90 para 180 dias para contratos sem termo com trabalhadores à procura do primeiro emprego e desempregados de longa duração.

A proposta do Governo segue agora para o Parlamento.

in “Negócios”

Harmonia entre a Vida Pessoal e Profissional

Será que existe? Podemos fazer esta distinção?

Não será o tal “lado profissional” uma extensão da nossa vida” se, este mesmo lado, for algo que nos dê prazer?

Muitas questões se levantam em torno deste tema e, seguramente, será difícil chegarmos a um consenso!

Os portugueses fazem muitas distinções a este nível, dizemos tantas vezes que uma coisa é o trabalho, outra é a vida pessoal. Será? Conseguimos mesmo deixar os problemas de “casa” fora do trabalho e vice-versa? Acredito que não, pelo menos enquanto seres humanos racionais que somos.

Quer queiramos quer não, existe sempre uma ligação entre a felicidade no trabalho e em casa que não é possível dissociar.

Mas como atingir essa tal harmonia?  Em primeiro lugar, devemos pensar no seguinte: o trabalho é um complemento da nossa vida, faz parte do nosso dia-a-dia. Vejo, por isso, mais esse equilíbrio no sentido de podermos ter um pouco de tempo para tudo e não como uma separação de factos ou momentos.

É preciso encontrar a sintonia entre estes dois pilares para que nos sintamos bem e completos. Se não conseguirmos estar bem em alguma destas dimensões, não será possível manter o foco num ambiente ou noutro.

Tudo passa, cada vez mais, por um bom planeamento do nosso tempo. Hoje em dia o tempo é um bem escasso e por isso deve ser gerido da melhor maneira. Hoje, temos também a tecnologia à nossa disposição que nos dá oportunidade de trabalharmos à distância e de nos facilitar enquanto gestão de tempo.

Temos também de estabelecer prioridades e perceber o que para nós é mais importante e, muitas vezes, tomarmos decisões que vão no sentido do que realmente pretendemos para a nossa vida, qual o caminho que queremos seguir, para que nos sintamos bem a todos os níveis.

É também para isso importante definirmos para nós próprios a nossa missão e objetivos de vida, para que quando procuramos uma empresa para trabalhar consigamos encontrar, de alguma forma, um espaço onde nos sintamos bem e possamos concretizar a nossa missão pessoal.

O importante, como em tudo na vida, é encontrar a harmonia!

Como dizia Confúcio: “Escolhe um trabalho de que gostes e nunca mais terás de trabalhar na tua vida”.

in “Cegog”

Fluxos de pagamento com cartões de crédito e de débito fiscalizados

Através da Portaria n.º 64/2018, de 5 de Março, foi aprovado o novo modelo de declaração e respetivas instruções, designado por Valor dos Fluxos de Pagamento (Modelo 40).
Esta declaração deve ser apresentada pelas entidades abrangidas por esta obrigação acessória, por transmissão eletrónica de dados, para a comunicação dos fluxos de pagamento efetuados a partir de 1 de janeiro de 2017 e nos anos seguintes.
De acordo com a Lei Geral Tributária, as instituições de crédito, sociedades financeiras e as demais entidades que prestem serviços de pagamento têm a obrigação de comunicar à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), até ao final do mês de julho de cada ano, através deste modelo 40, o valor dos fluxos de pagamentos com cartões de crédito e de débito ou por outros meios de pagamento eletrónico, efetuados por seu intermédio, a sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B de IRS (os trabalhadores independentes) e de IRC, sem identificar os mandantes das ordens de pagamento.
Outras entidades que têm de apresentar esta declaração são as entidades que prestem serviços de pagamento, por exemplo os fornecedores de referências Multibanco, que atuem como entidades agregadoras de cobranças de pagamentos destinados a terceiros, e que devem reportar através da declaração Modelo 40 o desdobramento dos montantes recebidos por conta dos seus clientes, com a identificação dos valores e respetivos beneficiários.
Esta declaração passa a incluir adicionalmente os fluxos de pagamentos associados às demais operações com cartões de pagamento, incluindo as efetuadas com recurso a «Referências Multibanco» ou a «Transferências Multibanco ou imediatas», independentemente do dispositivo utilizado para a realização da operação (por exemplo TPA, ATM – caixas automáticas, portais bancários ou aplicações móveis), garantindo-se que não se identificam os titulares dos cartões que estiveram na origem dos fluxos a reportar.

Segurança Social: pagamentos por Multibanco

A Segurança Social disponibiliza desde dia 5 um novo serviço de que permite o pagamento especial por Multibanco para as contribuições dos trabalhadores independentes, seguro social voluntário e serviço doméstico. O serviço é acessível na rede ATM Multibanco – Serviço de Pagamento Especial.
Este é o primeiro serviço da administração pública a funcionar em Real Time com a infraestrutura da SIBS, permitindo aos contribuintes o acesso à obrigação contributiva e respetivos juros (para pagamentos em atraso), calculados no momento em que o contribuinte aceder aos ATM Multibanco.
Assim, qualquer alteração efetuada no sistema da Segurança Social estará de imediato refletida na redede ATM Multibanco.
A novidade da apresentação dos juros juntamente com a contribuição permite ao cidadão regularizar de uma só vez todos os valores no ato de pagamento pelo que deixa de ser preciso a deslocação a uma tesouraria para pagar os juros.
Segundo informação da Segurança Social, este é um dos canais com forte utilização por parte dos contribuintes,  correspondendo a cerca de 48% dos pagamentos de contribuições dos trabalhadores independentes, seguro social voluntário e serviço doméstico.

In “Boletim Empresarial”

10 Dicas para aumentar a sua concentração!

 

No atual ambiente de trabalho moderno, às vezes, torna-se difícil estarmos concentrados.

O fluxo de solicitações que nos chega através do e-mail, notificações dos nossos dispositivos constantemente conectados, interrupções de colegas com quem trabalhamos em equipa ou em processos transversais, tudo contribui para momentos de distração.

Abaixo encontrará 10 boas práticas para recuperar a concentração ou melhorar esta característica.

1 – Defina um Objetivo Concreto

Uma das razões pelas quais somos tão facilmente alvo de distrações, deve-se ao facto do nosso cérebro não traçar uma rota. Avançar no projeto de redesenhar um processo de negócio, não significa necessariamente que estamos a conseguir liderar as nossas ações. Pelo contrário, analisar as disfunções e a perda de eficiência dos processos de negócios é sem dúvida um objetivo concreto. Mas ainda não é suficiente. Qual o resultado final? Um documento de dez páginas? Uma lista de causas de disfunção ou perda de eficiência? Um mapa mental com diferentes casos? Depende exclusivamente de nós, desde que o nosso cérebro possa fazer uma representação pictórica.

Esta imagem mental atua como um íman ligado ao nosso cérebro. Como não diferencia entre a realidade e a ficção, pode imaginar que o objetivo é alcançável. Melhor ainda, o cérebro reconhece que o objetivo é alcançável. A partir daí, todos os esforços são efetuados para atingir esse objetivo e ignorar possíveis distrações que podem desviar dessa rota.

Contudo, o objetivo tem de ser realista, caso contrário, pode surgir um desencorajamento ao longo do caminho. Daí a importância de calibrar os nossos objetivos concretos para que estes sejam realizáveis numa sequência de trabalho de cerca de uma hora e meia. É possível subdividi-los em objetivos secundários, cada um com um timing de entrega concreto, mesmo que seja apenas um mapa mental com algumas ideias iniciais – o que é muito útil para impregnar o nosso cérebro com um assunto.

Alcançar os nossos objetivos concretos aumenta a nossa motivação em mantermo-nos focados. O sentimento de orgulho e prazer funciona.

2 – Realize uma tarefa de cada vez

Escusado será dizer que, lidar com vários assuntos ao mesmo tempo é contraproducente. Todas as vezes que passamos de um assunto para outro, o nosso cérebro tem que mudar o contexto, lembrar-se do propósito, encontrar os dados. Mesmo que este seja muito rápido, nunca irá proceder tão rápido como se estivesse focado num único o que lhe permite fazer ligações mais facilmente.

Mas fazer uma coisa de cada vez vai muito para além disto. Trata-se de solicitar ao nosso cérebro a realização de um tipo de função de cada vez. No exemplo acima, podemos dividir o nosso trabalho em duas fases: selecione os casos de disfunção e analise, das suas causas. Vamos ter em conta outro exemplo muito comum: acabamos de escrever um e-mail delicado e estratégico. É mais eficiente voltar a analisá-lo tendo em conta o objetivo principal (a sua estrutura lógica, clareza, a maneira como os nossos interlocutores podem vir a interpretá-lo) e depois faça uma segunda revisão focada na ortografia.

3 – Trabalhe de forma contínua

No início da década de 1950, a professora sueca Sune Carlson cronometrou a eficácia de vários gestores durante vários meses. Ela mediu a frequência de interrupções de uma sequência de trabalho – em média a cada 20 minutos, o que nos faz sorrir nos dias de hoje! Acima de tudo, conseguiu perceber o impacto negativo das interrupções no tempo necessário para concluir uma tarefa.

Na verdade, uma interrupção custa mais do que a duração da interrupção em si. Imagine: estamos concentrados num assunto quando um colega vem ter connosco durante dez minutos. “Ok, pensamos, 10 minutos não são nada …” Exceto que, muitas vezes, esses dez minutos transformam-se em quinze ou vinte. No final da conversa, aproveitamos essa interrupção para tomar um café … e conhecer alguns colegas. O tempo continua a passar. Quando regressamos, abrimos a nossa caixa de email para saber se perdemos informações importantes. Verificamos que não e ficamos contentes por isso. Mas aproveitamos para poder analisar algum e-mail mais urgente. Decidimos respondê-lo imediatamente, caso contrário, vai afetar a nossa concentração. Quando finalmente regressamos ao nosso assunto, precisamos de um tempo de aquecimento para voltar e encontrar a nossa produtividade ideal – mas até lá pensamentos ditos “parasitas” vieram poluir a nossa concentração…

É por isto que, acedermos ao e-mail pela manhã funciona como um “atentado” à nossa concentração. Em primeiro lugar, porque reduz o momento de potencial concentração – demorar 15 minutos para responder alguns e-mails é reduzir o nosso momento de concentração de 15 a 20%! Mas especialmente porque a caixa de email contém, potencialmente, causas de preocupação, aborrecimento, raiva, medo que vão contribuir para poluir as toxinas cerebrais e alterar a concentração.

Se as suas chefias exigem que veja os e-mails que chegaram desde a noite anterior, reflicta, pelo menos, sobre as suas preocupações num post-it™ que irá analisar posteriormente ao seu momento de concentração e, por isso, poderá continuar com o seu ritual de iniciação sem colocar em causa os seus níveis de concentração.

4 – Proteja-se de solicitações externas

Após a dica anterior, este truque parece óbvio. O verdadeiro desafio é alcançá-lo. Algumas boas práticas dependem apenas de nós como, por exemplo, colocar o nosso telefone a ir para o voice-mail, fechar a nossa caixa de e-mail ou deixar uma mensagem out of office nos principais momentos de concentração. A fim de evitar que sejamos perturbados pelo colega ansioso, o ideal é colocar uma mensagem de ausência reconfortante, indicando a que horas voltaremos a estar disponíveis.

Às vezes, teremos que dizer “não” com bondade. Ou, pelo menos, adiar o compromisso para um momento que nos seja mais conveniente. A este respeito, a fórmula “Sim, às 14h” é muito eficaz. Ela tranquiliza o nosso interlocutor sobre a nossa disponibilidade durante o dia, protegendo a concentração do momento.

A utilização de auscultadores com música é estimulante para os nossos neurónios e também pode isolar conversas de nossos colegas e a tentação de participarmos na mesma.

Finalmente, se alguns dos seus colegas estiver a perturbar a sua concentração com muita frequência, diga-lhes, fazendo referência sobre a sua necessidade. Num open space, também podemos concordar com um ritmo comum de sequências ou trocas de silêncio.

5 – Respeite a cronobiologia

Muitas vezes, confundimos a nossa eficácia crono biológica com a nossa eficácia social. A eficácia social é aquela que nos leva a trabalhar durante a hora de almoço com uma sandes ou à noite depois dos nossos colegas se terem ido embora. Finalmente, estamos quietos! Finalmente, o e-mail e o telefone estão quietos!

No entanto, seríamos ainda mais eficazes se isolássemos o stress externo durante os nossos picos de eficácia fisiológicos. E, especialmente durante o momento da manhã, aquele que nos garante ter ao mesmo tempo ideias claras, um excelente nível de criatividade e uma ótima concentração. No meio da tarde, encontramos novamente a nossa capacidade de análise e nossa criatividade, mas a nossa taxa de concentração é muito inferior ao período da manhã. Por outras palavras, precisamos de dar momentos de foco mais curtos, especialmente se estivermos a trabalhar sozinhos.

Obviamente, uma noite de sono de qualidade ou uma sesta no início da tarde irá promover uma maior concentração durante os nossos picos de eficiência crono biológica.

6 – Aproveite as primeiras horas da manhã… sem e-mail!
Portanto, desfrutamos de um estado de graça propício à concentração pela manhã. O nosso cérebro está fresco e preparado para pensar. Durante a noite, eliminou as toxinas produzidas no dia anterior. Está pronto para se concentrar no primeiro tema que surgir. Ao mesmo tempo, esse pico de eficiência não é eterno. Dura no máximo 2 a 3 horas para as pessoas mais treinadas, mas na maioria das vezes não excede as 1h30, quando não é menos.

7 – Prepare o seu cérebro no dia anterior

Uma ótima maneira de aumentar a sua concentração pela manhã, passa por preparar o seu cérebro no dia anterior. O princípio remete-nos aos nossos anos escolares, quando preparávamos a mochila na noite anterior para sair a horas na manhã seguinte.

O motivo refere-se à preparação do nosso cérebro, para que este trabalhe num outro assunto no dia seguinte, assente em pequenas ações realizadas num curto espaço de tempo e que exige uma carga mental muito baixa. Uma forma ideal para terminar um dia que tenha sido bastante ocupado e cansativo, é fazer uma atividade de elevado valor e que seja facilmente alcançável! Essas atividades são de três tipos:

Organize os itens que irá necessitar. Por exemplo, coleccione os arquivos úteis na mesma pasta, guarde os e-mails necessários (isso irá poupar tempo de manhã quando abrir o e-mail!) Ou copie e cole as informações úteis num rascunho, prepare o modelo de um documento, entre outras tarefas.
Deixe a sua mesa com espaço e arrumada, remova da sua visão objectos que podem distrair.
Finalmente, organize (ou reorganize) o objectivo concreto da sequência de concentração do dia seguinte.
O compartimento pela importância e relevância de como devemos gerir o nosso foco e atenção é duplo. Por um lado, permite que o nosso cérebro, mergulhe no assunto. Durante a noite, fará ligações interessantes que nos irão tornar ainda mais criativos. Pronto para começar, vai contribuir para resistir à tentação de ir ver os e-mails. Por outro lado, aumenta o tempo da sequência de trabalho matinal de dez a vinte minutos para realizar tarefas essenciais, mas que não exigem análise, criatividade ou concentração.

8 – Ter um Ritual Introdutório

Um ritual é uma série de movimentos que, na sua grande maioria, possuem uma vertente espiritual. E é disso mesmo que se trata. Preparar a nossa mente para ser eficaz e focar-se no assunto. Tudo o que fizemos antes ajuda, é claro. Mas quando começarmos, talvez tenhamos vontade de procrastinar, demorar alguns minutos antes de começarmos o nosso dia a dia e abrir a caixa pandora de e-mails. É péssimo, quando pensamos sobre os nossos picos de concentração.

O ritual torna possível, quando condicionamos o nosso cérebro à maneira do cão de Pavlov: “quando esses movimentos forem realizados, tu irás começar”. Não importa quais são os movimentos. Cabe-nos a todos encontrar aqueles que são melhores para nós – desde que sejam rápidos de forma a que não interfiram com a duração da sequência do foco. Aqui estão alguns exemplos:

Tome um chá ou café. Assim que o copo estiver na mesa, começa!
Faça uma massagem facial. Ideal para recuperar a energia antes do pico da tarde.
Pratique a respiração abdominal concentrando-se nos seus pensamentos, sobre o ar que entra e deixa nos pulmões.
Pense como irá alcançar o seu objetivo, a sequência, as etapas, os estados intermédios do nosso trabalho.
Cronometrar a sequência de concentração ou a subsequência da execução de algo intermediário.
9 – Aumentar a duração dos momentos de concentração

A nossa capacidade de concentração tem dois critérios: a densidade de concentração, isto é, a nossa resistência à distração quando decidimos estar focados num determinado assunto e o tempo máximo que conseguimos permanecer focados.

Já no que se refere à duração. Com treino, podemos desenvolvê-la. Basta medirmos a duração máxima da concentração atual e, posteriormente, desafiarmo-nos a aumentá-la gradualmente, em 5 ou 10 minutos. Assim, uma capacidade de concentração de, inicialmente, 20 minutos passa a 25 minutos, depois 30, depois 40 ou 45 minutos. Milagre! Duplicamos a nossa concentração! E pode continuar a fazê-lo. A média é de cerca de uma hora e meia, e os grandes empreendedores conseguem estar concentrados até duas horas ou mais.

10 – Treinar para aumentar o tempo de concentração enquanto se diverte
Agora vamos exercitar a nossa densidade de concentração, isto é, a nossa capacidade de nos concentrarmos numa coisa. Atividades como yoga, sofrologia e mindfulness podem desenvolver, consideravelmente, a concentração. No entanto, existem exercícios divertidos e que são facilmente adaptados ao quotidiano que contribuem positivamente para aumentar a capacidade de concentração.

Contemplar um objeto durante um minuto. A forma, a sua textura, as suas cores … Quando os pensamentos surgem, deixe-os ir e voltarem ao nosso objecto. Podemos, obviamente, trocar de objetos todos os dias!
Concentrarmo-nos na nossa respiração durante 10 períodos de inspiração-expiração. O princípio é o mesmo, deixamos ir os pensamentos parasitários e regressarmos à nossa respiração, ao ar que circula.
A memorização de um momento, por exemplo no autocarro ou no metro: observe as pessoas, os detalhes dos rostos, das roupas. Então feche os olhos e tente reproduzir a mesma imagem na sua cabeça. Abra os olhos e compare a imagem que concebeu com a realidade. Se esse exercício se tornar muito difícil, pode fazer isto num ambiente idêntico ao do início.

 

in “Pascale Bélorgey”

Conheça os pagamentos isentos de TSU

Certos complementos do pacote salarial, como o subsídio de almoço ou ‘vales infância’, podem estar isentos de contribuições à Segurança Social.

Nem todas as remunerações e pagamentos aos seus colaboradores estão sujeitos a contribuição para a Segurança Social. Como complemento ao vencimento base, o pagamento de certos subsídios, vales, abonos e ajudas de custo conta com uma isenção de TSU (Taxa Social Única), desde que se respeitem certos limites máximos legais.

Descubra algumas das remunerações isentas de TSU e faça as contas mais vantajosas para a sua empresa e funcionários.

Subsídio de alimentação
Se pagar o subsídio de alimentação aos seus funcionários por cartão de refeições ou vales-refeição, tem isenção de TSU e impostos até um montante de 7,23 euros diários. A partir deste limite, o excedente é tributado às taxas em vigor, devidas pela empresa e pelo trabalhador. A vantagem fiscal é menor se optar pelo pagamento via transferência bancária. Neste caso, a fasquia máxima de isenção é de apenas 4,52 euros. Leia o artigo: “Subsídio de almoço: Quais as alternativas de pagamento?”.

‘Vales infância’ e ‘vales educação’
Os valores pagos em ‘vale infância’ ou ‘vale educação’ são isentos de TSU. São por isso uma via possível no fomento de uma política de apoio à família. Estes vales, emitidos por entidades especializadas, podem ser convertidos no pagamento de creches, jardim-de-infância e lactários (‘vale infância’) ou no pagamento de escolas, estabelecimentos de ensino e outros serviços de educação, bem como de despesas com manuais escolares (‘vale educação’).

Só poderá beneficiar destas vantagens contributivas se os vales forem atribuídos, de forma geral, a todos os funcionários da empresa com filhos em idade elegível. Os ‘vales infância’ destinam-se a crianças com idade inferior a sete anos, enquanto os ‘vales educação’ permitem apoiar as despesas com filhos entre os sete e os 25 anos de idade. Além do benefício em termos de contribuições à Segurança Social, a atribuição de ‘vales infância’ traduz-se também em vantagens em sede de IRC, uma vez que assegura uma majoração de 40% a deduzir no apuramento do resultado tributável (com esta majoração, o lucro tributável passa a ser menor e, como tal, o valor do IRC a pagar diminui).

Despesas de transporte
Se a sua empresa optar por pagar o transporte diário dos colaboradores de casa para o trabalho e vice-versa, tenha sempre em conta o valor do passe social, mesmo que a deslocação seja em viatura própria. Isto porque a Segurança Social prevê que estas despesas estejam sujeitas a TSU “desde que não resultem da utilização de transporte disponibilizado pela entidade empregadora ou excedam o valor do passe social”, segundo as orientações para cálculo das contribuições. Não existe um passe social definido na zona de residência ou da empresa? Assuma, para efeitos de cálculo, o valor que resultaria da utilização de transportes coletivos.

Poderá também optar, simplesmente, por pagar o passe social aos seus colaboradores. O montante está isento de TSU e IRS, desde que esta seja uma medida de “caráter geral”. Ou seja, todos os funcionários da empresa deverão ter direito a este benefício.

Ajudas de custo
As despesas com deslocações e alojamento dos seus colaboradores, por motivos laborais, podem ser pagas como ajudas de custo. Até determinado valor diário, estas ajudas de custo estão isentas de contribuições para a Segurança Social e descontos em sede de IRS. O patamar de isenção em vigor para este ano, que pode ser consultado no Guia Fiscal 2017 da PwC, é de 50,20 euros/dia nas deslocações nacionais e 89,35 euros/dia nas viagens internacionais. Apenas o montante excedente, acima dos limites diários, é tributável.

No caso de pagar deslocações por motivos de trabalho em viatura própria do colaborador, existem também limites máximos para usufruir de isenções. Até 0,36 euros por quilómetro, o pagamento beneficia de isenção de TSU e IRS. Acima desta fasquia, o excedente passa a estar sujeito às taxas em vigor.

Lembre-se, no entanto que existe também um limite legal geográfico. O direito a ajudas de custo é válido apenas para distâncias superiores a 20 quilómetros a partir da residência do colaborador (deslocação diária) ou distâncias superiores a 50 quilómetros, se se tratar de uma deslocação por dias sucessivos. Leia também o artigo “Ajudas de custo: O que são? E quais os valores a atribuir?” para saber mais sobre este abono.

Abono de falhas com isenção de TSU
Este tipo de remuneração é prestado, por norma, a trabalhadores que têm de lidar com dinheiro no âmbito das suas funções, como operadores de caixa, bancário ou não. O valor é isento de TSU e IRS, se não exceder 5% da remuneração mensal.

Subsídios de assistência médica e encargos familiares
Em prol de uma política de apoio social aos seus colaboradores, poderá implementar, a verba de apoio a encargos familiares ou despesas de assistência médica. Tanto os subsídios para compensação de encargos familiares (como o pagamento da mensalidade de um lar de idosos, por exemplo), como os subsídios para pagamento de despesas com assistência médica e medicamentosa do trabalhador e seus familiares não estão sujeitos a tributação fiscal nem a contribuição para a Segurança Social. Poderá obter a lista integral dos valores que beneficiam de isenção de TSU no Guia Prático da Segurança Social sobre Declaração de Remunerações.

Compensação de férias
Se, por motivos de acréscimo de trabalho na empresa, não teve possibilidade de autorizar todos os dias devidos de folga e féria, saiba que deverá proceder a uma compensação monetária. Este é um valor que não será sujeito a TSU e IRS.

Cessação do  contrato de trabalhoCertas compensações por cessação do contrato de trabalho estão excluídas da base de incidência contributiva. Incluem-se, por exemplo, as compensações por despedimento coletivo, por extinção do posto de trabalho, por não concessão de aviso prévio, por caducidade e resolução por parte do trabalhador. Se o colaborador estiver abrangido por um contrato a prazo e este for cessado antes da data predefinida, a indemnização decorrente também beneficia de isenção de TSU e IRS.
in “Saldo Positivo”

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Jorge Gonçalves e Sílvia Sirgado
Lean Data Consulting

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